06 Fevereiro, 2012
Reflexão
13 Janeiro, 2012
Fragilidade
Eu preciso que você ame minha solidão. Preciso que você ame meu medo da solidão. Porque irei me afastar e dizer que necessito ficar sozinha, mas tudo o que mais temo na vida é estar só. Preciso que você esteja perto, mesmo sem estar. Preciso saber que você está perto.
Eu preciso que você ame meu pânico em ser rejeitada. Meu medo de não ser amada. Porque às vezes irei passar por cima das minhas vontades e princípios sem que você perceba, só para não correr o risco de te ver partir.
10 Janeiro, 2012
05 Janeiro, 2012
O presente que eu não quero ganhar
10 Dezembro, 2011
Preto e branco
19 Novembro, 2011
Mentir pra mim
18 Novembro, 2011
O escorpião, o sapo e o rio
09 Novembro, 2011
Ponto ótimo
Quinze minutos atrás um amigo lançou uma pergunta: porque os homens se apaixonam pelo que vêem e as mulheres pelo que ouvem? Era uma pergunta retórica, um desabafo, e deveria ter se encerrado na minha resposta "não sei, nunca parei pra pensar nisso". Só que comecei a pensar. E em mais do que os porquês de nos apaixonarmos; por quê nos apaixonamos tanto?
Fico extremamente tentada a usar o Mário Quintana pra (me) justificar, "no entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo: as andorinhas é que mudam", mas tenho plena consciência de que é um engodo. Difícil enganar a si mesmo, né? Às vezes esse "hábito" de apaixonar constantemente parece uma doença crônica, da qual queremos nos livrar e conseguimos, no máximo e com muito custo, minimizar os sintomas. Não que paixão ou amor sejam aspectos negativos da vida; o problema reside no excesso.
Como determinar o "ponto ótimo" de estar apaixonada? Como identificar o limite e saber se estamos ultrapassando-o? E, o questionamento que me consome neste exato momento, como parar? Como estancar essa ferida aberta, que verte continuamente os sentimentos pra fora? Porque dentre todas essas dúvidas, de uma coisa estou certa: eu gosto de me apaixonar, mas tem hora que cansa...
02 Outubro, 2011
Pra mim
15 Julho, 2011
Aquele não
Dizer não a estranhos é fácil. Dizer não aos próximos às vezes é delicado, tenso, mas plenamente possível, a palavra saí da boca – com naturalidade ou sem, faz pouca diferença. Agora vai dizer não a você mesmo, vai... Dizer não às vontades malucas, às paixões que habitam secretos descaminhos do coração, vai!
Sabe quando você está com a garganta inflamada, entupida de antibiótico e dá um pulinho no bar só pra dar um oi aos amigos? Quando aparece aquela santa alma pra pedir um copo, servir a cerveja e te oferecer? Você tem plena consciência de que não pode, que não vai parar no primeiro copo (que sejam só dois; dois é diferente de um, e um é diferente de nenhum), que é errado. E você bebe! Um, dois, n copos. Se regozija. Depois a dor de garganta piora, você tenta se convencer que foi por uma boa causa mas, internamente, sabe que fez uma grande bobagem: quinze dias sem cerveja não mata. Dizer não a certos caprichos não mata.
O que mata é ceder justo quando o não está lá agarradinho na garganta, doido pra sair. Fraqueza de espírito é o que mata. Ou de pernas.
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As respostas estão todas ao alcance: basta aceitá-las.


