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De dentro do ônibus

Às vezes incomoda a garoa no fim da tarde. Às vezes incomoda um dente. Às vezes incomoda uma unha no pé.

Incomoda, às vezes, todas as pessoas me olhando. Incomoda também a consciência pesada que me faz crer que há pessoas a me observar.

O próprio incômodo se faz, às vezes, incômodo.

Às vezes não incomoda. Às vezes nada incomoda. O frio, a pressa, o aperto, incomoda em nada.

Às vezes a pele me salva. O cheiro me salva. O tato me salva. E nem a crítica incomoda.

Às vezes.

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